Objetivo é desenvolver um marcador sanguíneo que indique melhor terapia antes de iniciar o tratamento e evite medidas e exames desnecessários (A.C.Camargo)

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A.C.Camargo inicia pesquisa para detectar células tumorais em pacientes com câncer

06/07/2012

Agência FAPESP – Pesquisadores do Hospital A.C.Camargo iniciaram uma pesquisa, com apoio da FAPESP, para detecção de células tumorais (CTCs) em pacientes com câncer.

Por meio da contagem de CTCs – que exercem um importante papel na disseminação do câncer – no sangue de pacientes atendidos na instituição hospitalar, os pesquisadores pretendem desenvolver um marcador sanguíneo que indique, antes de iniciar o tratamento, a resposta positiva às terapias, de modo a evitar medidas terapêuticas e exames desnecessários.

Segundo o A.C.Camargo, a meta é realizar ao longo dos próximos dois anos a contagem das CTCs de 230 pacientes atendidos no Ambulatório de Oncologia Clínica do hospital, sendo 100 com diagnóstico de câncer colorretal, 100 com câncer de pulmão e outros 30 com câncer de pâncreas.

Participarão do estudo pacientes com idade a partir de 18 anos com doença localmente avançada ou doença metastática confirmada por análise patológica e/ou radiológica e também pacientes que iniciarão quimioterapia de primeira linha para doença metastática e com extensão da doença determinada por exame físico e por imagem.

Não serão incluídos na pesquisa pacientes com histórico prévio de outro câncer nos últimos dois anos.

Em caráter prospectivo, o estudo será realizado por meio de coleta de sangue (plasma) de pacientes com tumores sólidos metastáticos ou localmente avançados, tendo como controle negativo o sangue de indivíduos sadios e como controle positivo amostras de sangue com células tumorais de cólon mantidas em cultura.

O sangue dos pacientes será coletado em três tempos, sendo o primeiro antes do início do tratamento sistêmico (quimioterapia, terapêutica hormonal, terapias-alvo, dentre outras), a segunda etapa três a quatro semanas após o início do tratamento e a terceira se repetindo a cada 9 ou 12 semanas, dependendo do tratamento.

Inédita no Brasil, a análise dos níveis de células tumorais circulantes teve seus primeiros relatos feitos ao longo dos últimos anos por pesquisadores norte-americanos e europeus.

Acredita-se que a disseminação do câncer necessita da presença de CTCs. “Quanto mais células tumorais circulantes no sangue, pior é o prognóstico”, disse Marcello Fanelli, diretor de Oncologia do Hospital A. C. Camargo e um dos pesquisadores participantes do estudo.

A pesquisa será coordenada por Fernando Augusto Soares, patologista, diretor de Anatomia Patológica do A.C.Camargo e coordenador do Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, e contará com a participação, além de Fanelli, da pesquisadora Ludmilla Domingos Chinen.

Mais informações: www.accamargo.org.br.

 

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